sábado, 3 de julho de 2010

Os 10 mandamentos da maternidade (que ninguém nunca te contou)

 (Por Rakell Aguiar - )

Nunca mais dormirás uma noite inteira
Nunca mais comerás na hora que lhe convier
Nunca mais tomarás banho na hora que lhe convier
Aprenderás a não sentir nojo do cheiro do cocô do seu filho
Aprenderás diferenciar o choro de fome, sono e de “fralda suja” sem ninguém lhe ensinar
Nunca mais falarás no telefone por mais de cinco minutos
Nunca mais farás amor na hora que quiseres
Voltarás a ser criança por mais 10 anos
Sentirás tanta dor no corpo por carregar o peso do seu filho (que aumenta 500 por mês) que estarás anestesiada
10º Tudo isso valerá a pena somente por um segundo de sorriso do seu filho

Amei muito tudo isso! Muito 10, Rakell.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Respira

Respire fundo e siga!
Me segue e respira profundo
Sentindo o fardo da vida
Pesando sobre ombos magros
Oriundo de outros ares
De amores calejados.

Ofereço-lhe a liberdade
E a esta oferece alguém
Cujo coração sem tamanho
Já não cabe mais ninguém.

Eu respiro longe
Querendo respirar o mesmo ar
Sem ter pernas pra correr
Coloco a mente para exercitar.
Ela vai longe... tão longe
Que mal posso alcançar.

Volta, volta pra casa
Aqui agora é seu lar.
Mira seu destino incerto
Toma-te este jogo aberto
Deixe de querer brincar.

Procure aquele rumo tão almejado
Interrompido por um destino forçado
Que não tem como escapar.
Mas lembre-se de agradecer
Porque agora é pra valer
E tens nos braços alguém pra criar.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Parece que foi ontem...


Nem me atrevo a lembrar dos momentos marcantes na minha graduação. Foram tantos! Entre bons e ruins, me salvei de todos. rsrs. O início empolgante, como em um reality show, as pessoas ainda em fase de se conhecerem e descobrirem a sua turma, aquela que iria se perdurar por quatro anos - ou não. Algumas disciplinas teoricamente chatas mas que, no calor da ansiedade em estar lá, tornavam-se suportáveis. Foi preciso atingir quase a metade do curso para perceber o quão enjuado era tudo aquilo e que ainda faltava mais. Mas eu, enfim, fui uma das que nos primeiros dias de aula afirmei que iria me formar. Eu era uma das que iria. Da turma que se iniciou, muitos desistiram, outros trocaram de curso (desiludidos com a realidade da profissão), outros simplesmente trocaram de turmas, reprovaram, foram se atrasando... No final já nem sabíamos mais quem de fato havia iniciado conosco, mas terminamos com uma turminha fiel à profissão - pelo menos eu achei.

A medida que o final do curso foi se aproximando, a vontade de terminar era maior que a vontade de ter entrado. É como se desejássemos um controle remoto para acelerar aqueles momentos finais que nos angustiava. (Inspirado em Suellem Mendes). E com o passar do tempo, percebi que o legal foi o início, por causa das reuniões com os colegas, com as amizades que foram se consolidando, mas que ao final só restaram boas lembranças de bons momentos juntos. Por fim, só queríamos terminar tudo logo. E, sem ao menos importar com as afinidades que surgiram de início, nos unimos com colegas de sala que tivessem as mesmas vontades na elaboração do trabalho de conclusão de curso. Independentemente se tivessemos passado quatro anos unidos ou sem ao menos ter trocado um "boa noite". Só queríamos terminar logo. Mas parece que foi ontem! E apesar de estar formada soar como um alívio, ainda resta a saudade da inocência, inexperiência e boas confraternizações.


E agora acabou. 9,4 foi a nota alcançada e quase não esperada por mim quando a vi no meu histórico escolar. Revista cultural foi o projeto final e junto com ela, acompanhava um mundo fora da Universidade esperando uma profissional hiper responsável e cheio de competências. E agora? Pergunta-se após ver-se o fim. Será que vou conseguir? Quatros longos anos agora me pareceram tão poucos. Sinto-me crua, mas cheia de motivações para vencer, porque uma vida espera de mim o melhor e eu espero o melhor da vida, mesmo que eu tenha escolhido a difícil tarefa de ser Jornalista.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Planos por debaixo dos panos

"Não são os grandes planos que dão certo; são os pequenos detalhes".(Stephen Kanitz)

Nem ouso descordar desta frase, pois tem sua veracidade. Sonhar com grandes oportunidades, planejar o futuro talvez sirva para mover-nos e ir em busca de coisas melhores. Mas aos planos de Deus, os nossos podem não significar nada.

Faço planos às escondidas muitas vezes para não escutar críticas ou sugestões desnecessárias. Ou então porque preciso esconder a identidade de amar e ser amada, um amor "rompido" pelo destino infiel e carregado de culpa, pelo simples fato de ser quem fui. Rompido não para mim e para quem me reserva sentimento eterno. Para outros abriu-se uma fenda definitiva separando-nos, mesmo que mergulhados em dor, na tentativa de bloquear o bom do "mal-feito".

E nem assim os planos foram desfeitos. Ao contrário, fez-se aumentar os desejos e os sonhos que agora, mesmo difíceis, parecem mais próximos que nunca. E assim, por debaixo dos nosso panos, na surdina, que programamos nossas vidas "à trois". Obstáculos surgem a todo instante, no entanto é encarado como mais uma das muitas fases complexas.

O apuro, o aperto no peito de todo dia, a saudade, a ansiedade, as lágrimas, os sorrisos, as preces regada de promessas e, principalmente, os sonhos são mero detalhes, mas que acompanham nosso cotidiano. E apesar da distância, os sentimentos particulares são sustentados pelos
planos mais ocultos e mais importante de nossas vidas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

1º post de 2010


Fim de semana ótimo. Começo de ano tranquilo. Dias quentes em Caldas Novas, meu lar em definitivo agora, já que antes eu aparecia somente para temporadas. A família reunida para passar a virada de ano incluía meu amor, pai, mãe, irmão, cunhada, sobrinho, amigo da gente e até ex-chefe. Uma ceia modesta na variedade, mas farta e deliciosa. Após a comilança, descemos para o clube do condomínio para apreciar os fogos de artifício, prática comum nas festas de réveillon.

Não "enchemos a cara". Para os que estavam só de passagem, foram dias de absoluto descanço. Já entro no 8º mês de gestação e sinto que o Davi já não está tão aconchegante mais neste ventre. Mexe tanto que aos poucos percebo cabeça, pernas e braços excedendo o formato melancia da minha barriga (rsrs). Sinto seu corpinho dentro de mim como se ora quisesse brincar ora conversar ora dançar ora dizer que está faminto.

Nesta tarde do 1º domingo do ano, logo que nossos hóspedes se foram, comecei pacientemente a lavar algumas roupinhas do Davi. Pequeninas e delicadas, me fizeram imaginá-lo dentro de cada uma delas. Aproveitei o calor do dia para fazer isso.

Não pedi muito a Deus para este próximo ano. Aproveitei a virada para agradecer por 2009, apesar dos muitos momentos difíceis, e roguei pelo melhor destino da minha vida após a vinda do meu filho, além de um bom emprego, já que acabo de me tornar jornalista. Mas saúde é o que importa, o resto corremos atrás, e estar junto das pessoas que amo, embora distante em quilômetros.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Todo economista também é leigo

Como eu sei se a economia do país vai bem ou vai mal? Simples. Eu não sei. Meu “termômetro econômico” são minhas idas ao supermercado, minhas contas mensais (inclusive os juros embutidos em alguma delas), meu lanche na panificadora ao lado, meus inocentes vícios, sobretudo “meu” ônibus e meu tempo.

“Porque o passado me traz uma lembrança do tempo que eu era criança”. Parafraseando a canção do “poeta daquela geração” para comparar preços daquela época com recentes, denotaria grandes mudanças com relação aos valores. Percebo que voltar para casa com mãos cheias de sacolas por ter gastado somente cem reais por aí já não é do mesmo modo. E que dez reais não valem nem uma dezena, que a popular nota de 1 real, de tão pouco valor, já desaparece do meio social, dando lugar a inconvenientes círculos metálicos, cujos mesmos representam valor equivalente.

De que vale o salário subir 50 reais e o resto entorno de nós, assalariados, subir 50 por cento? Como controlar contas se, de acordo com economistas, valores dependem de índices financeiros discutidos lá na p.....? Se o dólar sobe, então é ruim; todavia, se o dólar cai é pior ainda. Confuso!

A única coisa que nos faz entender essa ciência social – e me pronuncio em nome da maioria de brasileiros também leigos – é quando eu de fato preciso “economizar”, no sentido literal da palavra; ou seja, gastar menos do que de costume, abrir mão
de certos luxos (ou lixos), limitar vontades próprias e priorizar o que de fato é necessário. Meu raciocínio econômico limita-se na idéia de que a argumentação para nos fazer entender a economia é ampla e vaga, pois, ao mesmo tempo em que nos fazemos entender o nosso “pão de cada dia”, também não compreendemos o porquê das modificações.

O que de fato queríamos era comprar mais por bem menos que o atual, poder consumir sem estarmos com a sensação de termos sido extorquidos. Números, finanças, variações de valores são apresentados a nós diariamente por decisões tomadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Isso pode até implicar nas decisões econômicas por nós envolvidos, porém jamais nos farão entender os problemas financeiros mundiais, inclusive os de dentro de casa; porque todo economista, assim como eu, é leigo.